quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Do choque à negação


Após uma perda importante é natural que tenhamos dificuldades em passar pelas diferentes fases do luto. Muitas vezes, ficamos presos a uma relação que não mais existe, o que nos impede também de construir uma vida nova.

A falta de rituais sociais apropriados e de informações sobre “como” processar um luto, assim como dificuldade em expressar os sentimentos e as emoções, são algumas das causas que colaboram para o emperramento do processo. Mas, o luto é um espaço de tempo obrigatório entre a partida de quem amamos e a nova fase que virá, inevitavelmente, assim que o tivermos deixado ir realmente, e que será muito diferente da fase anterior quando ainda o tínhamos conosco.

Estudos pretendem tornar mais precisas as descrições do trabalho psicológico que acontece no interior de uma pessoa enlutada, à medida que o luto vai sendo processado e suas fases atravessadas. Tão logo a notícia da perda se evidencie, é natural que sobrevenha uma reação de choque que pode incluir, além do espanto, sensações físicas que vão desde náuseas - com ou sem vômito -, turvação da vista, vertigem e até mesmo desmaios.

Quase que imediatamente ao choque vem a negação. Ambas são reações de resistência ao impacto proveniente da perda. No período de negação, que pode ser curto ou longo, é natural ouvirmos o indivíduo repetir muitas vezes a palavra “não”, ou ouvi-lo ter expressões do tipo: “eu não acredito”, “não é possível que isso esteja acontecendo”. Nesta fase também é comum que a pessoa negue a existência da perda e simplesmente não acredite na veracidade da informação recebida, tente esquecê-la, não queira pensar nela ou exija provas ou argumentos de que aquilo não é verdade.

É um momento difícil que precisa ser apoiado por aqueles que estiverem ao redor e que se encontrem em condições de fazê-lo.

Sabemos que, após esta fase, outras se seguem e que elas não surgem de forma linear. Algumas pessoas ficam muito tempo, até mesmo anos, vivenciando as fases do luto antes de chegar à aceitação. É comum que se transite de uma para outra, num ir e vir que faz com que o humor se altere e a esperança surja momentaneamente e desapareça em seguida.

A Terapia Holística oferece auxílio oportuno em momentos de perdas importantes. Não hesite em procurar ajuda!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Para uma vida saudável



Nosso corpo é o canal através do qual nos expressamos na forma física. Estar saudável, vitalizado e cheio de energia é fundamental para nos sentirmos felizes e plenos. Mas, ao mesmo tempo, esse é o grande desafio da vida moderna, uma vez que vivemos na contramão dos ritmos da natureza, sobrecarregados, mergulhados em grande agitação e, logicamente, bastante estressados.

Não é curioso observar que quando estamos bem e gozando de boa saúde prestamos pouca atenção ao nosso corpo e que quando estamos nos sentindo doentes nos tornamos mais conscientes dele? É exatamente nestes momentos que nos damos conta da importância da saúde e pensamos: quero ficar bem de novo! Acredite: ter uma saúde boa é uma das principais fórmulas para a felicidade.

A despeito da maioria dos hábitos estimulados socialmente e pela mídia que nos levam aos excessos alimentares, sedentarismo e estresse, encontrar um estado de saúde e permanecer saudável é responsabilidade nossa. Muitos dos desequilíbrios físicos como problemas cardíacos, acidentes vasculares e outros, têm grande influência da escolha por determinados estilos de vida.

Quando o assunto é adotar um novo padrão de cuidados para a saúde, uma sugestão é estabelecer objetivos que nos inspirem: alimentação mais leve alguns dias da semana, caminhadas ao ar livre, nadar, dançar ou correr, tudo isso pode ser incorporado à nossa rotina gradativamente. As decisões para uma vida saudável serão mais satisfatórias se encararmos a verdade de que elas precisam ser perpétuas. Tudo começa com a identificação de uma pequena mudança a ser feita e com a decisão de iniciá-la hoje mesmo. Adiar constantemente as mudanças aumenta a chance da instalação dos estados insalubres, tanto físico quanto emocional.

É importante lembrar que para uma saúde integral, além dos cuidados físicos, é importante cuidarmos também da mente e do espírito. Assim, boas leituras, conversas que nos ajudem a crescer, oração, práticas de meditação e outros, são bem-vindos quando desejamos encontrar o equilíbrio de uma forma mais holística, mais completa. Algumas vezes, ou muitas vezes, precisaremos desligar a TV e abandonar os noticiários sensacionalistas, desligar o computador, os aparelhos de celular e, simplesmente, nos rendermos a uma tarde de silêncio ou de contemplação, nos aproximando mais de nós mesmos e de nossa essência que é silenciosa e meditativa.

Independentemente de quantos especialistas consultarmos, somos nós os comandantes do nosso destino físico, cabendo-nos a administração do nosso bem-estar. A experimentação pessoal a respeito de qual caminho seguiremos para encontrar a saúde é também uma ferramenta muito poderosa para a autodescoberta. Então, teste várias dietas diferentes, e rotinas de exercícios, experimente variados padrões de sono, encontre a sua prática preferida e, assim, descubra o que melhor funciona para você. Use um diário para registrar seus resultados e considere compartilhá-lo (quem sabe através de um blog?) e, com certeza, outros aprenderão com você. E, quando estiver obtendo resultados positivos de suas experiências fortaleça-as para preservar os ganhos. Ao final, no mínimo, você terá transformado a busca pela saúde numa aventura para toda a vida e só isso já terá valido a pena.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Uma forma de voltar no tempo – algo sobre DMP


Conheci o Dr. Roger J. Woolger (1944 – 2011) num Worshop da Unipaz em Campinas. Assistindo sua palestra, fui cativada pelo seu jeito simples de falar de coisas complicadas como, por exemplo, a necessidade e a maneira de curar as feridas do passado através da regressão de memória. Isso aconteceu em 2004, se não me falha a memória. Ali mesmo decidi que faria um treinamento com ele para aprender ‘como’ se fazia isso!? Afinal, não seria essa uma das nossas dificuldades: curarmos as feridas do passado que assombram o presente?

O Dr. Woolger era inglês, formado em psicologia e filosofia analítica, na Universidade de Oxford, mestrado no Instituto Jung de Zurique e pós-graduado em Religiões Comparadas – Hinduísmo e Misticismo Cristão na Universidade de Londres, e, por seu trabalho, ficou conhecido internacionalmente como um pioneiro na área da psicologia transpessoal.

Escreveu dois livros: “As várias vidas da alma”, que foi considerado um dos trabalhos fundamentais a respeito da regressão às vidas passadas e “A deusa interior”, um guia à psicologia do feminino sob a perspectiva da mitologia das deusas gregas. Além disso, publicou muitos artigos, lecionou sobre sonhos e meditação e sobre a lenda do Santo Graal. Recebeu influências da meditação Vipassana, guiou grupos de estudos de mitologia e religião em diversos locais e ainda foi ator amador, ensinando sobre Shakespeare.

A regressão por ele ensinada é uma síntese, ou uma integração, da Terapia Junguiana, Gestalt Terapia, Psicodrama, Psicoterapia Ericksoniana, Renascimento, Terapia Reichiana e Consciência Vipassana, entre outras.

A técnica DMP (Deep Memory Process ou Processos de Memória Profunda), ensinada por Woolger em seus treinamentos, busca guiar o cliente através de suas histórias e memórias, com o intuito de elucidar e curar as feridas emocionais deixadas pelas experiências traumáticas. Uma emoção que se apresenta repetidamente, um tema em qualquer área da vida que não se resolve, pensamentos negativos recorrentes, crenças limitantes negativas, dores no corpo e padrões negativos familiares que não se alteram são exemplos de caminhos ou setas que levam à necessidade de regressão, além de serem os detonadores da memória no momento da aplicação da técnica.

A utilização do Psicodrama (ou representação da cena traumática) e o uso dos diálogos imaginativos e visualizações são úteis para que a questão seja elucidada e ressignificada. Uma vez acessada a memória traumática e os desdobramentos da mesma, torna-se possível “reeditar” a cena, liberando os padrões de sofrimento emocionais, mentais e físicos.

Quer saber como isso funciona na prática? Agende conosco uma avaliação e descubra como a regressão pode te ajudar. Estamos à sua disposição.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Terapia floral para tratar os MEDOS



A terapia floral está difundida em todo o mundo. As essências florais são capazes de tratar inúmeras condições de desequilíbrio no indivíduo. É uma terapia complementar e, portanto, não é considerada medicamento. Também não deve substituir as indicações e tratamentos médicos.

Os florais não possuem contraindicações, efeitos colaterais ou interações medicamentosas com remédios alopáticos, homeopáticos ou quaisquer outras substâncias. Seus efeitos são rápidos e suaves, ou seja, isentos de agravamentos e catarses. Com esta constituição, os florais podem ser muito benéficos a todos nós, desde o nascimento até a morte, e não há restrições quanto ao tempo de uso.

Quem já tomou pode constatar que o uso dos florais equilibra os pensamentos e as emoções de forma gradativa, acionando nosso poder de autocura. Para cada circunstância em desequilíbrio há uma essência floral que pode colaborar com o reequilíbrio. Diante de tantas possibilidades, no momento de escolher as essências o ideal é priorizar.

Para saber qual floral é útil para determinada situação várias questões precisam ser levadas em conta: o estado emocional da pessoa, sua maneira de pensar, de se relacionar consigo mesmo e com os outros, as ligações do evento atual que ela vivencia com episódios anteriores, além da consideração das perspectivas futuras, entre outros exemplos.

Os terapeutas florais se especializam nesta arte de escolher qual o melhor “buquê” para aquele momento, para aquela pessoa e naquela circunstância. Ao mesmo tempo, os florais estão disponíveis para aqueles que necessitem e desejem se beneficiar desta terapia acessível, sutil e amorosa.

Seguem alguns florais úteis quando estamos bloqueados pelo MEDO e precisando ser encorajados:

Florais de Minas
PALICORES - Impulso de coragem para enfrentar aquilo que parece funesto, apavorante e ameaçador.
PRUNUS – Para o medo de perder o controle mental. Propõe saídas criativas quando há risco de explosões irracionais.
FÓRMULA DO EXAME – Para quando se está na expectativa de uma prova, teste ou qualquer outra situação que exija coragem, confiança, autocontrole, concentração e tranquilidade.

Florais de Bach
ROCK ROSE – Útil em emergências, quando parece não haver nenhuma esperança e a pessoa está aterrorizada. Traz harmonia e calma interior para enfrentar a adversidade.
MIMULUS – Para os medos conhecidos: da dor, de andar de avião, do escuro, etc. Traz coragem para enfrentar.
ASPEN – Para os medos indefinidos e inexplicáveis: de espíritos, de que algo terrível aconteça, de fantasmas, etc. Acalma e ajusta a percepção do que está ao redor.
RED CHESTNUT – Para as preocupações excessivas com os que amamos. Conforta e harmoniza o coração aflito.

E ainda há muito a saber sobre esta maravilhosa forma de cuidados. Aguarde e confira no próximo texto!


domingo, 15 de junho de 2014

Superando um trauma


O trauma pode ser entendido como uma experiência de natureza por demais ameaçadora que põe em risco a segurança, integridade física e/ou emocional de alguém, ou mesmo de um ente querido. Acidentes, assaltos, sequestros, abusos ou catástrofes naturais podem ser incluídos na lista de exemplos de situações que podem causar um trauma. Mudanças acentuadas e/ou repentinas como separações, divórcio e perdas em geral também podem ser traumatizantes.

A infância ou a vida intra-uterina pode expor o indivíduo à situações traumáticas (são os chamados traumas de desenvolvimento) fazendo dele um adulto inseguro, frágil e até mesmo impotente diante da vida. Também os maus tratos na infância e dificuldades nos primeiros cuidados quando bebê podem afetar o desenvolvimento saudável físico e emocional.

Uma vez instalado, o trauma interfere nas nossas vidas de maneira direta ou indireta através dos nossos comportamentos e atitudes, limitando e empobrecendo a qualidade dos nossos relacionamentos, comprometendo o nosso bem-estar e a nossa saúde emocional.

A intensidade da ameaça, a saúde emocional do indivíduo e sua capacidade para superar o ocorrido influenciam na maneira como o trauma será processado, fazendo com que algumas situações sejam mais traumatizantes para uns do que para outros. A presença de pensamentos intrusivos, pesadelos e/ou flashes das imagens traumáticas denunciam a ocorrência do trauma, mas, podem surgir também sensações que aparentemente não tem nenhuma ligação com a situação a qual a pessoa foi submetida.

A superação de um ou mais traumas precisa de apoio terapêutico: florais, terapia e, em alguns casos, um tratamento medicamentoso pode ser indicado. Em princípio, identificar que aqueles sintomas desconfortáveis decorrem do trauma por si só já traz alívio. O que se segue é a aplicação das técnicas apropriadas no intuito de trazer resolução e ressignificação ao evento traumático.


terça-feira, 27 de maio de 2014

A Terapia Holística pode te ajudar


A vida vai indo bem até que venham períodos estressantes no trabalho ou no relacionamento, a tristeza se instale ou uma perda importante nos surpreenda. Os conflitos também podem dar as caras e nos deixar acelerados e descompensados. E, como começamos a dizer, se a vida vai indo bem é difícil identificar se precisamos ou não de ajuda profissional para lidar com as nossas questões particulares.

E aí, quando sofremos por não conseguir administrar os nossos sentimentos e emoções frente aos desafios diários da vida, pode não ser tão óbvia a necessidade de ajuda de um terapeuta. Mas, é certo que, quanto antes se procurar por ajuda, mais rapidamente o equilíbrio retorna e mais facilmente as questões se ajustam.

Alguns pensam (ainda) que terapia seja algo para loucos, que receber ajuda de um profissional é sinal de fraqueza ou ainda que seja caro e tome tempo demais. São mitos que podem e precisam ser superados para a retomada do equilíbrio. Um tratamento terapêutico pode ser libertador e levar rapidamente à autonomia para solução dos próprios problemas.

Na verdade, a terapia pode ser vista como um desenvolvimento de estratégias que podem ser úteis no sentido de reorganizar a vida, aliviar o estresse e administrar a ansiedade. Além, é claro, de devolver os recursos a alguém que tenha sofrido traumas importantes.

Alguns sinais revelam a necessidade de buscar ajuda terapêutica. Comece pensando que tudo o que faz com que alguém se sinta oprimido ou incapaz de funcionar direito merece atenção. Então, fique atento se as suas emoções estão exageradas. Senti-las é natural, mas, se o tempo todo elas estão intensamente presentes, as preocupações estão desproporcionais e trazem a sensação de que sempre vai acontecer o pior, cuide disso.

Se um trauma ocorreu e é impossível parar de pensar no assunto, procure ajuda. Nem sempre esse tipo de sensação decorrente de uma perda importante, como separação, morte ou acidente, vai embora sozinha. Não cuidar disso pode levar ao distanciamento dos amigos e atrapalhar nas relações do dia-a-dia.

A necessidade de usar substâncias variadas para aguentar o dia: bebida alcoólica, drogas, cigarro, etc., pode significar a necessidade de ‘anestesiar’ alguma coisa mal resolvida. Comer demais ou de menos, dificuldade para dormir e relaxar também são indicativos de algo não vai bem.

O baixo rendimento no trabalho e nos estudos, acompanhado de uma sensação de desconexão, mesmo que você goste do que está fazendo, pode significar que alguma questão emocional não está sendo processada adequadamente.

Bem, por último e não menos importante, um ótimo sinal de que estamos precisando de ajuda terapêutica pode vir de nossos amigos. Se eles estão dizendo que é importante você procurar ajuda ou simplesmente dizendo que estão preocupados com você, não hesite em buscar um profissional. A terapia, com certeza, irá te ajudar!

terça-feira, 13 de maio de 2014

E o passado, passou... ou não?!



Nossa vida é feita de momentos e fases onde cada etapa tem a sua importância. Umas são mais significativas do que as outras, mas, todas tem lá suas descobertas, emoções, sentimentos e aprendizados.

Fatos ocorridos durante a infância e adolescência, no momento do nascimento ou mesmo na vida intrauterina podem nos marcar profundamente, principalmente quando situações traumáticas permearam estas experiências.

A regressão de memória é um processo espontâneo do ser humano, mas que pode ser induzido para que possamos relembrar, compreender e integrar as experiências que nos marcaram ou nos traumatizaram.

São muitas as técnicas disponíveis e, através delas, é possível acessar os fatos ocorridos, colaborando assim para que haja a ressignificação das situações mal resolvidas e que porventura possam afetar negativamente a nossa experiência no momento.

A memória de um evento passado se instala a partir de três elementos principais: pensamento, emoção e sensação. Há a lembrança dos fatos ocorridos e do que pensamos sobre eles, das emoções sentidas e das sensações que o corpo experienciou. A mente tem a gravação de tudo o que ocorreu em seus mínimos detalhes. Por isso o passado termina influenciando o presente.

As terapias de regressão buscam auxiliar na ressignificação do passado, desvinculando as influências deste sobre o presente.

No próximo texto, um pouco sobre a DMP (Deep Memory Process), a técnica de regressão desenvolvida pelo Dr. Roger Woolger, Ph.D.