terça-feira, 15 de julho de 2014

Uma forma de voltar no tempo – algo sobre DMP


Conheci o Dr. Roger J. Woolger (1944 – 2011) num Worshop da Unipaz em Campinas. Assistindo sua palestra, fui cativada pelo seu jeito simples de falar de coisas complicadas como, por exemplo, a necessidade e a maneira de curar as feridas do passado através da regressão de memória. Isso aconteceu em 2004, se não me falha a memória. Ali mesmo decidi que faria um treinamento com ele para aprender ‘como’ se fazia isso!? Afinal, não seria essa uma das nossas dificuldades: curarmos as feridas do passado que assombram o presente?

O Dr. Woolger era inglês, formado em psicologia e filosofia analítica, na Universidade de Oxford, mestrado no Instituto Jung de Zurique e pós-graduado em Religiões Comparadas – Hinduísmo e Misticismo Cristão na Universidade de Londres, e, por seu trabalho, ficou conhecido internacionalmente como um pioneiro na área da psicologia transpessoal.

Escreveu dois livros: “As várias vidas da alma”, que foi considerado um dos trabalhos fundamentais a respeito da regressão às vidas passadas e “A deusa interior”, um guia à psicologia do feminino sob a perspectiva da mitologia das deusas gregas. Além disso, publicou muitos artigos, lecionou sobre sonhos e meditação e sobre a lenda do Santo Graal. Recebeu influências da meditação Vipassana, guiou grupos de estudos de mitologia e religião em diversos locais e ainda foi ator amador, ensinando sobre Shakespeare.

A regressão por ele ensinada é uma síntese, ou uma integração, da Terapia Junguiana, Gestalt Terapia, Psicodrama, Psicoterapia Ericksoniana, Renascimento, Terapia Reichiana e Consciência Vipassana, entre outras.

A técnica DMP (Deep Memory Process ou Processos de Memória Profunda), ensinada por Woolger em seus treinamentos, busca guiar o cliente através de suas histórias e memórias, com o intuito de elucidar e curar as feridas emocionais deixadas pelas experiências traumáticas. Uma emoção que se apresenta repetidamente, um tema em qualquer área da vida que não se resolve, pensamentos negativos recorrentes, crenças limitantes negativas, dores no corpo e padrões negativos familiares que não se alteram são exemplos de caminhos ou setas que levam à necessidade de regressão, além de serem os detonadores da memória no momento da aplicação da técnica.

A utilização do Psicodrama (ou representação da cena traumática) e o uso dos diálogos imaginativos e visualizações são úteis para que a questão seja elucidada e ressignificada. Uma vez acessada a memória traumática e os desdobramentos da mesma, torna-se possível “reeditar” a cena, liberando os padrões de sofrimento emocionais, mentais e físicos.

Quer saber como isso funciona na prática? Agende conosco uma avaliação e descubra como a regressão pode te ajudar. Estamos à sua disposição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário