domingo, 15 de junho de 2014

Superando um trauma


O trauma pode ser entendido como uma experiência de natureza por demais ameaçadora que põe em risco a segurança, integridade física e/ou emocional de alguém, ou mesmo de um ente querido. Acidentes, assaltos, sequestros, abusos ou catástrofes naturais podem ser incluídos na lista de exemplos de situações que podem causar um trauma. Mudanças acentuadas e/ou repentinas como separações, divórcio e perdas em geral também podem ser traumatizantes.

A infância ou a vida intra-uterina pode expor o indivíduo à situações traumáticas (são os chamados traumas de desenvolvimento) fazendo dele um adulto inseguro, frágil e até mesmo impotente diante da vida. Também os maus tratos na infância e dificuldades nos primeiros cuidados quando bebê podem afetar o desenvolvimento saudável físico e emocional.

Uma vez instalado, o trauma interfere nas nossas vidas de maneira direta ou indireta através dos nossos comportamentos e atitudes, limitando e empobrecendo a qualidade dos nossos relacionamentos, comprometendo o nosso bem-estar e a nossa saúde emocional.

A intensidade da ameaça, a saúde emocional do indivíduo e sua capacidade para superar o ocorrido influenciam na maneira como o trauma será processado, fazendo com que algumas situações sejam mais traumatizantes para uns do que para outros. A presença de pensamentos intrusivos, pesadelos e/ou flashes das imagens traumáticas denunciam a ocorrência do trauma, mas, podem surgir também sensações que aparentemente não tem nenhuma ligação com a situação a qual a pessoa foi submetida.

A superação de um ou mais traumas precisa de apoio terapêutico: florais, terapia e, em alguns casos, um tratamento medicamentoso pode ser indicado. Em princípio, identificar que aqueles sintomas desconfortáveis decorrem do trauma por si só já traz alívio. O que se segue é a aplicação das técnicas apropriadas no intuito de trazer resolução e ressignificação ao evento traumático.


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