terça-feira, 11 de março de 2014

Luto - Enfrentando a perda



Enquanto estamos bem, saudáveis e em pleno desenvolvimento, a morte definitivamente não faz parte dos nossos planos. Talvez este seja um dos motivos pelo qual é tão difícil aceitarmos com naturalidade a partida de quem amamos ou a nossa própria. Mesmo o falecimento de alguém em estado terminal ou bastante idoso será doloroso, porque nos parecerá que veio de assalto, de repente, e, independente da forma como acontece, a morte terá chegado sem que a tenhamos convidado.

Mesmo sob a perspectiva de alguma fé religiosa ou uma filosofia de vida, atravessar a experiência da perda de um ente querido constitui-se num paradoxo: de um lado estão os sonhos a serem realizados, as oportunidades e experiências disponíveis e do outro o ‘fim’ que a todos nós espera.

As perdas mais difíceis de serem aceitas são as chamadas atípicas, como é o caso de filhos que morrem antes dos pais. Mas, a morte do cônjuge também é uma das mais dolorosas. Em ambas, além do rompimento dos laços de amor, todos os projetos e a história em comum terminam com a partida. Igual sofrimento ocorre com as crianças que perdem um ou ambos os pais, além, é claro, do grande impacto a sua vida como um todo. Deste momento em diante tudo precisará ser reformulado e readequado para que, apesar da dor da perda, a criança continue a se desenvolver de maneira saudável.

O luto é uma tristeza profunda proveniente da perda e é, portanto, inerente a ela. É o confronto com o vazio gerado e um momento de avaliação daquilo que foi perdido. É o sepultamento do que deixou de existir e a constatação melancólica de que algumas coisas não serão mais necessárias e outras não voltarão mais a ser como antes. Precisarão ser reinventadas.

Mas, o luto é também a busca por uma nova esperança, novos sonhos e novos planos para continuar a vida. Conhecer a maneira como o luto se desenrola auxilia para que o processo se encaminhe adequadamente.

No próximo post conheceremos as principais fases do luto e a importância de atravessá-las para continuarmos a nossa caminhada, apesar da tristeza. Não perca!

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