Enquanto estamos bem,
saudáveis e em pleno desenvolvimento, a morte definitivamente não
faz parte dos nossos planos. Talvez este seja um dos motivos pelo
qual é tão difícil aceitarmos com naturalidade a partida de quem
amamos ou a nossa própria. Mesmo o falecimento de alguém em estado
terminal ou bastante idoso será doloroso, porque nos parecerá que
veio de assalto, de repente, e, independente da forma como acontece, a morte terá chegado sem que a tenhamos convidado.
Mesmo sob a perspectiva
de alguma fé religiosa ou uma filosofia de vida, atravessar a
experiência da perda de um ente querido constitui-se num paradoxo:
de um lado estão os sonhos a serem realizados, as oportunidades e
experiências disponíveis e do outro o ‘fim’ que a todos nós
espera.
As perdas mais difíceis
de serem aceitas são as chamadas atípicas, como é o caso de filhos
que morrem antes dos pais. Mas, a morte do cônjuge também é uma
das mais dolorosas. Em ambas, além do rompimento dos laços de amor,
todos os projetos e a história em comum terminam com a partida.
Igual sofrimento ocorre com as crianças que perdem um ou ambos os
pais, além, é claro, do grande impacto a sua vida como um todo.
Deste momento em diante tudo precisará ser reformulado e readequado
para que, apesar da dor da perda, a criança continue a se
desenvolver de maneira saudável.
O luto é uma tristeza
profunda proveniente da perda e é, portanto, inerente a ela. É o
confronto com o vazio gerado e um momento de avaliação daquilo que
foi perdido. É o sepultamento do que deixou de existir e a
constatação melancólica de que algumas coisas não serão mais
necessárias e outras não voltarão mais a ser como antes.
Precisarão ser reinventadas.
Mas, o luto é também a
busca por uma nova esperança, novos sonhos e novos planos para
continuar a vida. Conhecer a maneira como o luto se desenrola auxilia
para que o processo se encaminhe adequadamente.
No próximo post
conheceremos as principais fases do luto e a importância de
atravessá-las para continuarmos a nossa caminhada, apesar da
tristeza. Não perca!

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